Conheça o CRMM

O novo Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos é um centro de referência na América do Sul para a reabilitação de peixes-bois marinhos.

INFRAESTRUTURA

O CRMM possui sete recintos que são abastecidos com água salgada e todos os efluentes são tratados em uma Estação de Tratamento de Efluentes, sendo reutilizados.

O CRMM possui sete recintos. Dois de quarentena, três de fase inicial de reabilitação, um de isolamento e um de reabilitação final, com cambiamento.

O CRMM foi construído levando-se em conta conceitos ecológicos. Os tijolos são de solo-cimento, há captação de água de chuva, as janelas permitem o aproveitamento de iluminação e ventilação natural.

Quando os filhotes chegam no CRMM eles passam um périodo de quarentena em tanques menores e mais rasos, onde ele tenha mais facilidade de vir a tona para respirar.

Todos os tanques do CRMM são cobertos com uma tela com proteção UV em uma altura de no mínimo 3m. Assim, os animais ainda recebem luz do sol, mas ficam protegidos do calor.

A preparação do leite dos filhotes é feita em uma cozinha exclusiva, diminuindo o risco de contaminação.

O manejo dos filhotes recém-chegados, exames de imagem, além de pequenos procedimentos são realizados no ambulatório

No laboratório podem ser realizados estudos de parasitos, preparação do sangue, armazenamento de amostras além de estudos de história natural das espécies que encalham no CE.

Na cozinha dos vegetais são lavados e pesados os ítens sólidos oferecidos aos animais, como capim, verduras cultivas, frutas e algas.

Todos os recintos do CRMM tem um sistema de filtração independente composto de filtro de areia, bomba dosadora de cloro e desinfecção por ozônio.

NOSSOS pacientes

Alva é a nossa paciente mais antiga. Foi resgatada pela equipe do Projeto Cetáceos da Costa Branca/UERN e trazida para o CRMM. Acabou de fazer três anos e em breve estará pronta para voltar à vida livre. Alva é um animal muito ativo e curioso. Ela já não toma mais leite e agora se alimenta apenas de vegetais. Talvez ela sinta saudades dos tempos de mamadeira, mas adora comer capim e alface.

Foi o segundo peixe-boi a chegar no CRMM e por um bom tempo o único companheiro da Alva. Maceió sempre foi muito guloso! Como ele também já terminou a fase de desmame, ele tenta roubar as mamadeiras dos companheiros mais novos. Os tratadores precisam estar sempre atentos às investidas do Maceió.

Os dois filhotes encalharam juntos e desde o começo havia a suspeita de que eram irmãos gêmeos. Algo raro de se ver em peixes-boi. A suspeita foi confirmada através de um estudo genético provando que são sim gêmeos! São inseparáveis e fazem tudo juntos: se alimentam, nadam, respiram, brincam e até se protegem na hora dos manejos.

Mirim é considerado um caso de superação pela equipe do CRMM. O filhote se desgarrou da mãe e passou muito tempo perdido, até finalmente encalhar. Mirim chegou extremamente subnutrido e com queimaduras graves de terceiro grau nas costas. Suas chances de sobreviver eram muito pequenas. No entanto, ele conseguiu se recuperar e hoje é o filhote mais roliço do CRMM. É possível observar ele sempre junto com Tico e Teco. Mirim cresceu muito nos últimos meses e é super curioso.

Pintada encalhou no RN e foi resgatada pela equipe do Projeto Cetáceos da Costa Branca/UERN. Ela é, certamente, a mais querida pelos outros peixes bois. Alguns filhotes adoram ficar “mamando” nela, mesmo sem ter um pingo de leite. Além disso, Pintada também tem a sua marca de identificação. Ela tem uma alteração na coluna e isso faz com que a sua nadadeira caudal seja desviada para o lado direito. Mas isso não a impede de realizar todas as suas atividades normalmente como os outros filhotes.

Maní é a mais nova das meninas. Quando chegou aqui, ela tinha muitos ferimentos no focinho causados pelo ataque de cachorros na praia onde encalhou. Felizmente os moradores a encontraram a tempo e prestaram os primeiros socorros. Maní adora ficar junta com a Pintada e é linda e esperta.

Já falamos que o Mirim é curioso, mas ninguém ganha do Chiquinho quando o assunto é curiosidade. Esse filhote encalhou no RN e foi resgatado pela equipe do Projeto Cetáceos da Costa Branca/UERN. Está sempre com fome e quando alguém se aproxima, ele é o primeiro a chegar com seus olhos grandes e animados.

Estevão é o nosso filhote mais novo. Chegou em junho desse ano e já cativou a todos por aqui. O Estevão tem um costume interessante: ele adora descansar de barriga para cima no fundo do tanque. Além disso, ele gosta de brincar com a alface. Gasta um bom tempo mastigando e brincando, mas ainda não come. Ele quer mesmo é tomar leite!

Ju encalhou no mesmo dia que o Erê, outro filhote que chegou recentemente. Eles estavam a poucos quilômetros de distância um do outro. A Ju tem uma particularidade: ela tem as laterais da cauda dobradas. Mas, assim como a Pintada, ela está conseguindo ter uma vida normal.

Erê é bem menor do que a Ju, mas isso não o impede de acompanhá-la a todo instante. Como eles chegaram juntos, eles permaneceram juntos no mesmo recinto e são inseparáveis. Existe a possibilidade de eles serem irmãos, mas ainda estamos aguardando os resultados dos testes genéticos.

Ariel encalhou um mês depois que a Ju e o Erê, mas já chegou bem maior do que eles. Ela vocaliza bastante e aprendeu a comer vegetais muito cedo.

MOTIVO DE CRIAÇÃO DO CRMM

A região compreendida entre o litoral leste do CE e o noroeste do RN é a recordista nacional em encalhes de peixe-boi. Antigamente os animais que encalhavam aqui eram enviado para PE para reabilitação e depois soltos na PB ou em AL. Assim, como estratégia de conservação da população dessa região, construir um centro de reabilitação mais próximo era essencial.

VENHA NOS VISITAR

Como Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), o CRMM não está aberto a visitação pública. Mas temos uma estrutura de visitação com réplicas e esqueletos que pode ser vistada de terça à domingo das 13:00 às 17:00h
ENTRE EM CONTATO

/pmmaquasis

pmm@aquasis.org

(85) 3113-2137 / (85) 99800-0109